Bom dia, Doutora! Ansiedade.


Era um dia chuvoso e muito agradável. Quando me entra no consultório uma mulher de 42 anos, muito bem arrumada, cabelo louro bem penteado, mas com um olhar triste. Ela tinha uma sede de falar e logo disse, Doutora não aguento mais viver de emergência em emergência me sinto constantemente tendo palpitações, com minhas mãos suando, com a sensação que vou morrer.

Vejo todos rindo de mim, me falando que eu sou uma “pitizenta”. Sofro muito com essa zombaria, eu não passo mal porque quero. Aí eles fazem um eletrocardiograma, me dão um calmante e a sensação passa. Por um lado fico mais em paz, mas por outro lado com muita vergonha, eu tento não sentir essas coisas, mas não consigo. Meu marido já está muito chateado comigo. Ele me levou ao cardiologista, fiz vários exames mas todos foram normais.

O cardiologista com muita educação me disse que eu estava precisando de ir ao psicólogo e a um psiquiatra. Fiquei muito chateada com ele, afinal eu não sou louca e me recusei a ir ao psiquiatra naquele momento, isso tudo aconteceu há 3 meses. Fui ao psicólogo ele é muito legal e logo me disse que o tratamento ia ser muito melhor se fosse feito também com o psiquiatra. Meu psicólogo me disse que psiquiatra não é médico de louco. Agora tive coragem e vim lhe procurar. Eu expliquei que existem medicamentos maravilhosos que juntamente com a psicoterapia, com hábitos saudáveis de vida fazem a ansiedade ser controlada e a pessoa viver muito melhor.

Ela me ouviu e foi uma pessoa muito dedicada ao tratamento. Hoje ela está bem, como ela mesmo diz toda feliz

“Parei de pagar o mico de ir as emergências”.

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